quinta-feira, 17 de julho de 2014
FLIM e INEA vão à escola
A
organização da FLIM e a equipe do INEA/Parque Estadual do Desengano estão
ajudando a Secretaria Municipal de Educação a divulgar a obra de Ferreira
Gullar em visitas às escolas municipais de Santa Maria Madalena. As professoras
e a direção das escolas estão embarcando rapidamente na criatividade do poeta e
preparando as participações dos estudantes madalenenses na FLIM. O plano é
visitar todas as escolas rurais até a próxima semana.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Um Gullar para todos os gostos
Ferreira Gullar, o escritor homenageado da FLIM 2014, é um
homem múltiplo. Passeia por diferentes formatos e linguagens com desenvoltura.
Celebrado como um dos principais poetas brasileiros vivos, também é autor de
livros infantojuvenis, roteirista de TV, colunista de jornal, dramaturgo,
tradutor, ensaísta, contista e crítico de artes plásticas.
Seus trabalhos mais populares, mas nem sempre associados a seu nome, são episódios do seriado Carga Pesada e as minisséries Araponga e As noivas de Copacabana, que escreveu para a TV Globo em parceria com o amigo Dias Gomes e outros autores. Foi também em parceria que escreveu peças teatrais de sucesso, entre elas Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, com Oduvaldo Viana Filho, e Dr. Getúlio, sua vida e sua glória, com Dias Gomes.
Aos 84 anos, continua a ser um trabalhador incansável. Acaba de fazer uma nova tradução, modernizada e mais coloquial, do livro “O pequeno príncipe”, do francês Saint-Exupéry; faz desenhos, pinturas e colagens só vistos por quem visita seu apartamento em Copacabana; publica todos os domingos uma coluna no jornal Folha de S.Paulo, onde fala de política, poesia, artes e miudezas do cotidiano; viaja pelo Brasil fazendo palestras e recebendo homenagens; e ainda arranja tempo para cuidar de sua gata de estimação, a Gatinha, musa inspiradora de uma crônica recente, na qual confessa que queria ser um gato, porque “o gato não sabe que é mortal; logo, é imortal”.
Sua obra se espalha por mais de 40 livros publicados. O mais
festejado pela crítica talvez seja o Poema
Sujo, longo poema escrito em 1976, numa linguagem que às vezes comove pelo
lirismo, às vezes choca pela crueza quase obscena – mas é sempre emocionante e
reveladora pela força de sua humanidade. Um pequeno trecho:
(...) Mas que
é o corpo? /Meu corpo feito de carne e de osso/Esse osso que não
vejo/maxilares, costelas/flexível armação que me sustenta no espaço/que não me
deixa desabar como um saco/vazio/que guarda as vísceras todas/funcionando/como
retortas e tubos/fazendo o sangue que faz a carne e o pensamento/e as palavras/
e as mentiras/e os carinhos mais doces mais sacanas/mais sentidos/para explodir
uma galáxia de leite/no centro de tuas coxas no fundo/de tua noite ávida
(...)
Nascido em São Luiz do Maranhão em 10/09/1930, José Ribamar
Ferreira (o Gullar foi adotado aos 18
anos e é forma aportuguesada de Goulart,
sobrenome materno) é um mestre das palavras. Usa-as para falar da beleza e das
dores humanas, para criticar as injustiças da vida social, para discutir a
função da arte, para entreter, fazer rir e fazer pensar. Como neste poema:
Não há vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira
Seus trabalhos mais populares, mas nem sempre associados a seu nome, são episódios do seriado Carga Pesada e as minisséries Araponga e As noivas de Copacabana, que escreveu para a TV Globo em parceria com o amigo Dias Gomes e outros autores. Foi também em parceria que escreveu peças teatrais de sucesso, entre elas Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, com Oduvaldo Viana Filho, e Dr. Getúlio, sua vida e sua glória, com Dias Gomes.
Aos 84 anos, continua a ser um trabalhador incansável. Acaba de fazer uma nova tradução, modernizada e mais coloquial, do livro “O pequeno príncipe”, do francês Saint-Exupéry; faz desenhos, pinturas e colagens só vistos por quem visita seu apartamento em Copacabana; publica todos os domingos uma coluna no jornal Folha de S.Paulo, onde fala de política, poesia, artes e miudezas do cotidiano; viaja pelo Brasil fazendo palestras e recebendo homenagens; e ainda arranja tempo para cuidar de sua gata de estimação, a Gatinha, musa inspiradora de uma crônica recente, na qual confessa que queria ser um gato, porque “o gato não sabe que é mortal; logo, é imortal”.
Gullar das crianças... e dos gatos
Ferreira Gullar adora gatos. Foi um deles que o inspirou a
lançar seu primeiro livro infantojuvenil: Um
gato chamado Gatinho (ed. Salamandra, 2000). O Gatinho existiu mesmo;
morreu aos 16 anos, bem idoso para um bichano. Animado com a animação dos leitores, Gullar voltou a falar de seus amigos felinos em Um gato que virou história (ed. Lazuli, 2009). Conta a história de um gato que dava um livro, e da sua família que gostava tanto dos bichos, que queria que eles virassem livros.
Publicou também o juvenil O rei que mora no mar (ed.Global, 2001), que relata em versos a lenda da praia dos Lençóis, no Maranhão, onde D. Sebastião, um rei de Portugal que morreu em 1578, estaria vivendo no fundo do mar, transformado num touro negro.
No ano passado, nosso autor juntou duas paixões num livro só: em Bichos do Lixo (ed. Casa da Palavra, 2013) seus textos são ilustrados com coloridas colagens que ele faz usando pedaços de envelopes, convites, anúncios, tudo que lhe cai nas mãos e os outros acham que é lixo.
Enquanto escreve suas próprias histórias para as crianças e jovens, o homenageado da FLIM 2014 vai traduzindo outras. Ele já traduziu as Fábulas de La Fontaine; As mil e uma noites; e, agora, acaba de traduzir O pequeno príncipe (ed. Agir), usando uma linguagem mais coloquial e adequada aos leitores de hoje. A primeira e única versão desse livro no Brasil era de 1954. Agora, a Raposa não diz mais para o Pequeno Príncipe: “- Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Mais moderna, ela prefere dizer: “ – Você é para sempre responsável pelo que cativou”.
Gullar rebelde
Aos 24 anos, já morando no Rio de Janeiro e trabalhando como
redator de jornal, Ferreira Gullar despertou atenção com o livro A luta corporal. Nele, apresentava desde
poemas intimistas e líricos a experimentações ousadas para a época, como a
invenção de palavras e a fragmentação do texto na página. Isso o aproximou dos paulistas
Haroldo e Augusto de Campos, praticantes e teóricos da chamada poesia concreta,
um tipo de poesia em que as palavras são arranjadas de forma visual e o suporte
do poema tanto pode ser um livro quanto outro qualquer objeto. Mas, logo
depois, insatisfeito com o que considerava excesso de autonomia da forma sobre
a expressão de sentimentos, juntou-se a um grupo de artistas e jornalistas
para fundar o movimento neoconcreto, que agitou as artes plásticas
brasileiras nos anos 50 e 60 e projetou artistas como Lygia Clark
e Helio Oiticica.
Pouco depois, Gullar trocou a sofisticação da arte de vanguarda
pela ação política. Após o golpe militar de 1964, seus textos passaram, mais do
que antes, a ter claras preocupações sociais e sua linguagem se tornou mais
popular. Recorreu à literatura de cordel para tratar das carências do Nordeste
e ajudou a fundar o grupo de teatro Opinião,
para o qual escreveu peças que tratavam, geralmente com muita música e
bom-humor, das demandas das populações mais pobres das áreas rurais e dos
subúrbios.
Em 1969, após a assinatura do AI-5, que sacramentou a
instalação da ditadura no país, Gullar foi preso, junto com um grupo que incluía
Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em 1971, decidiu se exilar, primeiro em Moscou e
depois no Chile, Peru e, finalmente, Argentina. Voltou ao Brasil em 1977. Foi
quando o amigo Dias Gomes arranjou-lhe trabalho no núcleo de dramaturgia da
Rede Globo. Ali ele escreveu as minisséries Araponga
(com Dias Gomes) e As noivas de
Copacabana (com Dias Gomes e Marcílio Moraes); o episódio Insensato coração, da Quarta Nobre; diversos
episódios dos seriados Carga Pesada e
Obrigado doutor; e adaptações de
peças de outros autores para a série Aplauso.
Bibliografia de Gullar
A obra do nosso homenageado é muito vasta. Veja uma lista,
incompleta, aqui.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Um presente para as escolas madalenenses
Os lindos banners sobre a obra de Mario Quintana criados pelo
designer Pierry Vicentini, para ornamentar Santa Maria Madalena durante a FLIM
2013, foram doados pelo artista para as escolas madalenenses. Por vontade do
doador, a condição da doação é que os banners sejam colocados na biblioteca ou sala
de leitura da escola, para que fiquem acessíveis a todos os alunos.
Em sorteio realizado ontem no Telecentro Comunitário foram
premiadas as nove escolas listadas abaixo. Cada uma receberá um banner.
1) EEM Geraldo Lima Garcia (1º Distrito – bairro Largo do
Machado)
2) EEM Vista Alegre (3º Distrito – Santo Antonio do Imbé)
3) EEM Coronel Mendo Sampaio (4º Distrito – Dr. Loretti)
4) EEM América de Freitas (6º Distrito – Sossego do Imbé)
5) EEM Corrégio de Castro (2º Distrito – Triunfo)
6) EEM Yolanda Marques Barreto (4º Distrito – Dr. Loretti/Vila
Sampaio)
7) EEM Jesuína Portugal Neves (1º Distrito – Alto Imbé)
8) EEM Gentil Carolina Machado Trindade (5º Distrito –
Renascença/Barra Linda)
9) EEM Vereador Vilmar Cascabulho (1º Distrito – Ribeirão Santíssimo)
O(a) diretor(a) da escola pode retirar o banner no
Telecentro Comunitário, na rua Barão de Madalena, com Simone Giron. Ou aguardar
até que a organização da FLIM possa providenciar a entrega na escola.
domingo, 15 de setembro de 2013
Uma festa de palavras, cores e sons
Sob a luz inspiradora da poesia de Mario Quintana, o grande homenageado do evento,
crianças e adultos vivenciaram a alegria...
e a beleza...
da literatura...
da música...
do circo...
do teatro...
e das artes plásticas.
Os participantes compartilharam saberes...
...e fazeres.
Poetas...
namorados...
idosos...
crianças...
escreveram e lançaram livros...
fantasiaram...
brincaram...
cantaram...
dançaram...
jogaram...

desfilaram...
pela cidade....
toda enfeitada!
Ano que vem tem mais! Palavra do Anjo Malaquias! (*)
(*) Personagem de um poema de Mario Quintana.
Créditos das fotos: Kaká Cabral, Mario Guimarães, Nica Bomfim, Solange Noronha.
Banners da primeira e da penúltima foto: Arte de Pierry Vicentini.
RELATÓRIO FLIM 2013
Apresentação
A FLIM - Festa Literária de Santa Maria Madalena é realizada anualmente
no mês de agosto. Desde a primeira edição, em 2010, é uma iniciativa da sociedade
civil, em parceria com o poder público e empresas. A missão da FLIM é
contribuir para o progresso da educação e da cultura em Santa Maria Madalena e
região e para a dinamização da economia do município, através do estímulo ao
turismo cultural.
A FLIM consiste num conjunto de atividades culturais – shows musicais,
teatro, artes circenses, lançamento de livros, palestras, exposições e oficinas
de artes e literatura – que se prolonga por todo um fim de semana, começando na
sexta-feira à noite e acabando ao entardecer do domingo.
Este Relatório mostra os resultados da quarta edição da FLIM, de 23 a 25
de agosto de 2013, que homenageou o poeta gaúcho Mario Quintana, uma das
glórias da literatura brasileira. Os resultados obtidos atenderam aos objetivos
traçados no início do ano para esta edição: aumentar a qualidade e a
diversidade do conteúdo cultural oferecido pela FLIM e a participação de
madalenenses e visitantes. Em sua quarta edição, ficou evidente que a Festa
Literária de Santa Maria Madalena já se firmou no calendário de eventos do
município e da região.
Agradecemos aos patrocinadores, apoiadores, amigos e parceiros, dentro e
fora de Santa Maria Madalena. O esforço conjunto dessas pessoas e instituições
e dos cidadãos madalenenses garantiu o sucesso do evento. Parabéns a todos.
Santa
Maria Madalena, 16 de setembro de 2013
Rogério Botelho – ACIAM (Ass. Ind., Com. e
Agropecuária de S.M.Madalena)
Janaína Machado Santos Vahia – Secretaria
Municipal de Educação, Esporte e Cultura
Terezinha Costa – Biblioteca Juvenil do
Dezessete
O público
Devido à natureza da festa, que é realizada simultaneamente em diferentes
locais do centro histórico da cidade, sem controle de entrada, é difícil
avaliar números de público. Apesar disso, estimamos que cerca de 3 mil a 4 mil
pessoas passaram pelas diferentes atrações. Do total, cerca de 40% eram
provenientes de outras cidades, dentre as quais foi possível identificar Rio de
Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Macaé, Campos, Cantagalo, Cordeiro, Bom Jardim, Nova
Friburgo e Trajano de Moraes.
Além da presença de turistas, que lotaram toda a rede hoteleira da
cidade, houve intensa participação de estudantes da rede municipal de ensino. A
Secretaria Municipal de Educação serviu mais de 1.500 refeições às crianças e
jovens das escolas urbanas e rurais. Para facilitar a vinda dos alunos destas
últimas, a Secretaria ofereceu o transporte – ajudando, assim, a cumprir UM dos
principais objetivos da FLIM, que é a inclusão social através do acesso à
cultura. .
O conteúdo
Apesar de uma decisão estratégica, tomada no início do ano, de limitar o
crescimento do número de atividades na FLIM e focar no aumento da qualidade e
da diversidade, o número de atrações continuou crescendo, devido ao interesse
de produtores e agentes culturais em participar do evento. A primeira edição,
em 2010, teve 20 atrações, a edição seguinte, em 2011, dobrou para 40 e a de
2012 subiu para 60. O objetivo em 2013 era não ultrapassar o total do ano
anterior, mas, ao fim e ao cabo, foram oferecidas quase 80 atividades, incluindo as ações OFF FLIM. Em 2010,
90% das atrações eram locais (na maioria, produzidas pelas escolas municipais),
enquanto em 2012 o percentual de atrações vindas de fora do município
subiu para mais de 40%, percentual que se manteve em 2013.
O mais relevante, contudo, é que o objetivo de elevar a qualidade e a
diversidade do conteúdo foi plenamente atingido. A IV FLIM apresentou, entre outras
atrações, shows de música brasileira de excelente qualidade, com os grupos
cariocas Cordão do Boitatá e Banda Mala & Cuia e o grupo de chorinho BJ
Trio, da vizinha cidade de Bom Jardim. Três espetáculos teatrais foram
apresentados por grupos de Petrópolis, São José das Três Ilhas (Belmiro
Braga-MG) e da vizinha cidade do Carmo. E, por último, mas não menos
importante, a palestra principal sobre o homenageado Mario Quintana foi
proferida pelo escritor Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras.
A participação das escolas do município foi motivo de admiração dos
visitantes e de orgulho para os madalenenses. Como já se tornou tradição,
professores e alunos trabalham em sala de aula a obra do escritor homenageado e
apresentam o resultado na FLIM. Para isso, a Secretaria Municipal de Educação e
Cultura adquire exemplares de livros do homenageado e os distribui para as
escolas. Além disso, nos meses que antecederam o evento, a obra de Mario
Quintana foi amplamente divulgada pela organização da FLIM nas redes sociais –
de modo a aumentar o conhecimento sobre o poeta gaúcho na cidade.
O empenho, o talento e a
criatividade dos estudantes e de seus professores foram reconhecidos por todos
os presentes. Todas as 19 escolas públicas da cidade apresentaram trabalhos na
FLIM – desde as creches até a escola estadual de ensino médio.
Resultados econômicos
Sendo uma iniciativa liderada pela sociedade civil e largamente baseada
em doações e trabalho voluntário, a FLIM não tem finalidade lucrativa. Assim,
os ganhos econômicos aqui mencionados referem-se ao estímulo à economia do
município, devido ao movimento gerado para o comércio e os serviços.
A rede hoteleira da cidade operou com 100% de sua capacidade e os
restaurantes e bares do centro da cidade ficaram lotados. O movimento é
considerado pelos hotéis e restaurantes maior que o da festa da padroeira da
cidade e somente inferior ao do Carnaval. Isso confirma o potencial dos eventos
culturais para estimular a economia do município.
Resultados educacionais e culturais
Apesar de serem de difícil mensuração, os resultados educacionais e
culturais do evento são visíveis. A estratégia da FLIM de promover o diálogo
cultural entre diferentes públicos e comunidades do município este ano foi
ampliada com a realização de duas atividades “pré-FLIM” em uma comunidade rural
(conhecida como “Dezessete”) e outra da periferia (um conjunto de casas
populares). O objetivo foi estimular as famílias a levarem seus filhos à festa,
exercitando seu protagonismo, independentemente da ação facilitadora do poder
público ou de entidades da sociedade civil. O resultado foi animador. Casais
moradores das duas comunidades foram vistos circulando pela festa, acompanhados
dos filhos pequenos.
O estímulo ao intercâmbio cultural dos madalenenses com agentes
culturais de outras cidades também se revelou muito produtivo. Este ano, graças
a uma parceria com o SESI Cultural, do Sistema Firjan (Federação das Indústrias
do Estado do Rio de Janeiro) a população de Santa Maria Madalena, pela primeira
vez em sua história, teve acesso a produtos culturais apoiados pelo SESI. No
caso, o espetáculo teatral “Quintanares” e a banda de forró Mala & Cuia.
Outra parceria, com o Fórum Serrano de Cultura, integrado pelos
Secretários de Cultura de 15 municípios da Região Serrana fluminense, permitiu
trazer à FLIM um espetáculo musical de Bom Jardim, um espetáculo teatral de
Carmo e uma banda de percussão de Cantagalo. Além disso, a Petrobrás (unidade
Bacia de Campos) enviou seu Coral para se apresentar na abertura da FLIM, Todos
os espetáculos encontraram grande receptividade do público.
Foram lançados nove livros na FLIM, sendo dois de autores madalenenses e
o restante de autores do Rio de Janeiro e de cidades da região. Foram também
realizadas duas rodas de leitura, três oficinas de produção literária, além de
diversas contações de histórias para públicos de diferentes idades e oficinas de arte e
xadrez.
Repercussão na mídia
A cobertura de imprensa em 2013 nada ficou a dever aos anos anteriores.
A FLIM já entrou na pauta da mídia regional. Um levantamento parcial revela que
foram publicadas matérias e notas em sites jornalísticos e culturais e na mídia
convencional. Jornais como o Jornal de
Sábado, de Cabo Frio, e O Debate,
de Macaé, deram grande espaço ao noticiário sobre a FLIM. A InterTV, afiliada
regional da Rede Globo de Televisão, deu boa cobertura antes e durante o evento.
É importante enfatizar que toda a mídia obtida foi espontânea, ou seja,
trata-se de cobertura jornalística e não de publicidade paga. Isso representa
um inestimável capital em termos de credibilidade para a FLIM e seus parceiros
e apoiadores.
Este ano, utilizamos maciçamente a fan
page da FLIM no Facebook, criada em 2012. A página no Facebook garantiu ampla divulgação do evento, associada ao blog oficial, ativo
desde 2010, e que na edição deste ano ultrapassou a marca de 14 mil visualizações,
Para mais detalhes sobre a cobertura de imprensa, favor ver o Apêndice
deste documento.
O futuro
Tendo em vista o contínuo crescimento da FLIM, em tamanho, qualidade e
visibilidade, o coletivo organizador vai fazer em 2014 nova revisão da
estratégia do evento. Serão especificamente examinados os seguintes aspectos:
necessidade de institucionalização da FLIM, para facilitar a captação de
recursos financeiros públicos e privados; necessidade de aumentar a
participação do empresariado local no financiamento e na organização do evento;
mecanismos de estímulo à participação de voluntários na organização do evento;
exame das relações de parceria da sociedade civil com o poder público e o
empresariado.
A FLIM 2014 – V Festa Literária de Santa Maria Madalena está marcada
para 29 a 31 de agosto de 2014.
Apêndice
A lista a seguir é uma amostra. Não representa toda a mídia espontânea
obtida pela FLIM 2013.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cordão do Boitatá faz a festa de sábado à noite
Diretamente da Lapa para a Praça Frouthé! Muita animação com música de ótima qualidade para ouvir,
dançar e cantar junto - é o que o grupo carioca Cordão do Boitatá promete para a FLIM
na noite de sábado. O show vai ser na Praça Frouthé, às 22 horas. Venha
descobrir por que é que, no carnaval, milhares de foliões seguem o Cordão do
Boitatá pelas ruas do centro do Rio.
Formado por oito integrantes que se revezam em vários instrumentos,
o Cordão do Boitatá é formado por músicos jovens, bonitos e talentosos, que ajudaram
a recuperar a vida noturna da Lapa, no Rio de Janeiro. Eles tocam e cantam diversos gêneros musicais
brasileiros, como frevo, samba, forró, choro, baião e marchinhas, dando-lhes,
porém, um tratamento autoral e moderno.
Poesia, vinho e violões
O restaurante Varanda da Serra vai ser palco, nesta sexta,
às 23h, de um sarau com poetas, declamadores e músicos de Santa Maria Madalena,
São Fidélis, São Sebastião do Alto, Conceição de Macabu, Rio de Janeiro e
outras cidades. Todo mundo pode participar. O microfone ficará aberto para quem quiser dizer versos próprios ou alheios.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Histórias e música, um show à parte
![]() |
| Eurídice Hespanhol e as crianças |
As duas são grandes contadoras de histórias, cada uma em seu
estilo. Eurídice Hespanhol (esq.), professora e poeta, vai contar histórias
para crianças na FLIM, no sábado 24/08, de 11h às 12h, no coreto da praça. E à tarde, no restaurante Varanda da Serra, vai fazer uma oficina de poesia para a galera jovem, usando letras de música de Renato
Russo e outros autores.
Já Rosana Almeida, na edição deste ano traz sua arte
para os mais velhos: no asilo, vai contar histórias animadas por antigos sambas
e marchinhas carnavalescas, que ajudam os vovôs e vovós a refrescar a memória
cansada. Vai ser no sábado 24, às 10h. Todo mundo pode ir, o asilo fica num lugar lindo e o pessoal lá adora
receber visitantes!
À tarde, Rosana vai levar outras histórias musicadas para os
senhores e senhoras da terceira idade que gostam de dançar. Vai ser no salão da Pousada Kentinha, às 15h. Os “menores de idade” também são bem-vindos!
Comendo com arte
O restaurante Massa di Casa, o mais tradicional de Santa Maria Madalena, especializado em pratos italianos feitos com massas caseiras, vai abrigar em suas paredes os paineis em mosaico do artista plástico Ronaldo Branco. Ronaldo mantém um ateliê em Nova Friburgo, onde promove oficinais de criação de peças em mosaico. É um trabalho que ele chama de Arte Musiva. Quem quiser saber mais é só aparecer durante a FLIM no restaurante Massa di Casa.
Enquanto isso, no restaurante Manah, conhecido pela saborosa comida caseira e comandado pela simpática Silvia, o pintor madalenense Isac Melo também vai expor suas telas.
domingo, 18 de agosto de 2013
Uma noite com os quintanares
Não
percam o espetáculo marcado para a sexta-feira, 23/08, às 22h, no Clube
Montanhês. O ator Vagner Souza diz textos de Mario Quintana, enquanto
contracena com imagens do poeta em fotos e vídeos.
Quintanares estreou na
cidade natal de Quintana, Alegrete - RS, em 2005. Desde então vem cumprindo um roteiro pelo
Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, já se apresentou em diversas cidades, com
apoio do Sistema Cultural Sesi.
O título do espetáculo vem de um poema que outro grande poeta brasileiro, Manuel Bandeira, fez em homenagem ao 50º aniversário de Quintana, em 1966. Diz assim o Quintanares de Bandeira:
O título do espetáculo vem de um poema que outro grande poeta brasileiro, Manuel Bandeira, fez em homenagem ao 50º aniversário de Quintana, em 1966. Diz assim o Quintanares de Bandeira:
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.
Quintessência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.
São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.
São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.
São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.
E quer no pudor dos lares
Quer no horror dos lupanares
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares
Quintana, os teus
quintanares.
Por isso peço: não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares.
(Manuel Bandeira)
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