quinta-feira, 17 de julho de 2014

FLIM e INEA vão à escola

A organização da FLIM e a equipe do INEA/Parque Estadual do Desengano estão ajudando a Secretaria Municipal de Educação a divulgar a obra de Ferreira Gullar em visitas às escolas municipais de Santa Maria Madalena. As professoras e a direção das escolas estão embarcando rapidamente na criatividade do poeta e preparando as participações dos estudantes madalenenses na FLIM. O plano é visitar todas as escolas rurais até a próxima semana.
 



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Um Gullar para todos os gostos

Ferreira Gullar, o escritor homenageado da FLIM 2014, é um homem múltiplo. Passeia por diferentes formatos e linguagens com desenvoltura. Celebrado como um dos principais poetas brasileiros vivos, também é autor de livros infantojuvenis, roteirista de TV, colunista de jornal, dramaturgo, tradutor, ensaísta, contista e crítico de artes plásticas.

Sua obra se espalha por mais de 40 livros publicados. O mais festejado pela crítica talvez seja o Poema Sujo, longo poema escrito em 1976, numa linguagem que às vezes comove pelo lirismo, às vezes choca pela crueza quase obscena – mas é sempre emocionante e reveladora pela força de sua humanidade.  Um pequeno trecho:
(...) Mas que é o corpo? /Meu corpo feito de carne e de osso/Esse osso que não vejo/maxilares, costelas/flexível armação que me sustenta no espaço/que não me deixa desabar como um saco/vazio/que guarda as vísceras todas/funcionando/como retortas e tubos/fazendo o sangue que faz a carne e o pensamento/e as palavras/ e as mentiras/e os carinhos mais doces mais sacanas/mais sentidos/para explodir uma galáxia de leite/no centro de tuas coxas no fundo/de tua noite ávida (...) 

Nascido em São Luiz do Maranhão em 10/09/1930, José Ribamar Ferreira (o Gullar foi adotado aos 18 anos e é forma aportuguesada de Goulart, sobrenome materno) é um mestre das palavras. Usa-as para falar da beleza e das dores humanas, para criticar as injustiças da vida social, para discutir a função da arte, para entreter, fazer rir e fazer pensar.  Como neste poema:

Não há vagas

O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço



O poema, senhores,
não fede
nem cheira

Seus trabalhos mais populares, mas nem sempre associados a seu nome, são episódios do seriado Carga Pesada e as minisséries Araponga e As noivas de Copacabana, que escreveu para a TV Globo em parceria com o amigo Dias Gomes e outros autores. Foi também em parceria que escreveu peças teatrais de sucesso, entre elas Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, com Oduvaldo Viana Filho, e Dr. Getúlio, sua vida e sua glória, com Dias Gomes.
Aos 84 anos, continua a ser um trabalhador incansável. Acaba de fazer uma nova tradução, modernizada e mais coloquial, do livro “O pequeno príncipe”, do francês Saint-Exupéry; faz desenhos, pinturas e colagens só vistos por quem visita seu apartamento em Copacabana; publica todos os domingos uma coluna no jornal Folha de S.Paulo, onde fala de política, poesia, artes e miudezas do cotidiano;  viaja pelo Brasil fazendo palestras e recebendo homenagens; e ainda arranja tempo para cuidar de sua gata de estimação, a Gatinha, musa inspiradora de uma crônica recente, na qual confessa que queria ser um gato, porque  “o gato não sabe que é mortal; logo, é imortal”.

Gullar das crianças... e dos gatos

Ferreira Gullar adora gatos. Foi um deles que o inspirou a lançar seu primeiro livro infantojuvenil: Um gato chamado Gatinho (ed. Salamandra, 2000). O Gatinho existiu mesmo; morreu aos 16 anos, bem idoso para um bichano.

Animado com a animação dos leitores, Gullar voltou a falar de seus amigos felinos em Um gato que virou história (ed. Lazuli, 2009). Conta a história de um gato que dava um livro, e da sua família que gostava tanto dos bichos, que queria que eles virassem livros.

Publicou também o juvenil O rei que mora no mar (ed.Global, 2001), que relata em versos a lenda da praia dos Lençóis, no Maranhão, onde D. Sebastião, um rei de Portugal que morreu em 1578, estaria vivendo no fundo do mar, transformado num touro negro.

No ano passado, nosso autor juntou duas paixões num livro só: em Bichos do Lixo (ed. Casa da Palavra, 2013) seus textos são ilustrados com coloridas colagens que ele faz usando pedaços de envelopes, convites, anúncios, tudo que lhe cai nas mãos e os outros acham que é lixo.

Enquanto escreve suas próprias histórias para as crianças e jovens, o homenageado da FLIM 2014 vai traduzindo outras. Ele já traduziu as Fábulas de La Fontaine; As mil e uma noites; e, agora, acaba de traduzir O pequeno príncipe (ed. Agir), usando uma linguagem mais coloquial e adequada aos leitores de hoje. A primeira e única versão desse livro no Brasil era de 1954. Agora, a Raposa não diz mais para o Pequeno Príncipe: “- Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Mais moderna, ela prefere dizer: “ – Você é para sempre responsável pelo que cativou”.

O Poema Sujo na voz de seu autor

http://www.youtube.com/watch?v=JZzJWITLL1U&feature=player_embedded

Gullar rebelde


Aos 24 anos, já morando no Rio de Janeiro e trabalhando como redator de jornal, Ferreira Gullar despertou atenção com o livro A luta corporal. Nele, apresentava desde poemas intimistas e líricos a experimentações ousadas para a época, como a invenção de palavras e a fragmentação do texto na página. Isso o aproximou dos paulistas Haroldo e Augusto de Campos, praticantes e teóricos da chamada poesia concreta, um tipo de poesia em que as palavras são arranjadas de forma visual e o suporte do poema tanto pode ser um livro quanto outro qualquer objeto. Mas, logo depois, insatisfeito com o que considerava excesso de autonomia da forma sobre a expressão de sentimentos, juntou-se a um grupo de artistas e jornalistas para fundar o movimento neoconcreto, que agitou as artes plásticas brasileiras nos anos 50 e 60 e projetou artistas como Lygia Clark e Helio Oiticica.
Pouco depois, Gullar trocou a sofisticação da arte de vanguarda pela ação política. Após o golpe militar de 1964, seus textos passaram, mais do que antes, a ter claras preocupações sociais e sua linguagem se tornou mais popular. Recorreu à literatura de cordel para tratar das carências do Nordeste e ajudou a fundar o grupo de teatro Opinião, para o qual escreveu peças que tratavam, geralmente com muita música e bom-humor, das demandas das populações mais pobres das áreas rurais e dos subúrbios.

Em 1969, após a assinatura do AI-5, que sacramentou a instalação da ditadura no país, Gullar foi preso, junto com um grupo que incluía Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em 1971, decidiu se exilar, primeiro em Moscou e depois no Chile, Peru e, finalmente, Argentina. Voltou ao Brasil em 1977. Foi quando o amigo Dias Gomes arranjou-lhe trabalho no núcleo de dramaturgia da Rede Globo. Ali ele escreveu as minisséries Araponga (com Dias Gomes) e As noivas de Copacabana (com Dias Gomes e Marcílio Moraes); o episódio Insensato coração, da Quarta Nobre; diversos episódios dos seriados Carga Pesada e Obrigado doutor; e adaptações de peças de outros autores para a série Aplauso.

Bibliografia de Gullar


A obra do nosso homenageado é muito vasta. Veja uma lista, incompleta, aqui.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Um presente para as escolas madalenenses


Os lindos banners sobre a obra de Mario Quintana criados pelo designer Pierry Vicentini, para ornamentar Santa Maria Madalena durante a FLIM 2013, foram doados pelo artista para as escolas madalenenses. Por vontade do doador, a condição da doação é que os banners sejam colocados na biblioteca ou sala de leitura da escola, para que fiquem acessíveis a todos os alunos.
Em sorteio realizado ontem no Telecentro Comunitário foram premiadas as nove escolas listadas abaixo. Cada uma receberá um banner.

1) EEM Geraldo Lima Garcia (1º Distrito – bairro Largo do Machado)

2) EEM Vista Alegre (3º Distrito – Santo Antonio do Imbé)

3) EEM Coronel Mendo Sampaio (4º Distrito – Dr. Loretti)

4) EEM América de Freitas (6º Distrito – Sossego do Imbé)

5) EEM Corrégio de Castro (2º Distrito – Triunfo)

6) EEM Yolanda Marques Barreto (4º Distrito – Dr. Loretti/Vila Sampaio)

7) EEM Jesuína Portugal Neves (1º Distrito – Alto Imbé)

8) EEM Gentil Carolina Machado Trindade (5º Distrito – Renascença/Barra Linda)

9) EEM Vereador Vilmar Cascabulho (1º Distrito – Ribeirão Santíssimo)

O(a) diretor(a) da escola pode retirar o banner no Telecentro Comunitário, na rua Barão de Madalena, com Simone Giron. Ou aguardar até que a organização da FLIM possa providenciar a entrega na escola.


domingo, 15 de setembro de 2013

Uma festa de palavras, cores e sons

Foi assim a IV Festa Literária de Santa Maria Madalena, nos dias 23 a 25 de agosto de 2013. 

Sob a luz inspiradora da poesia de Mario Quintana, o grande homenageado do evento,


crianças e adultos vivenciaram a alegria...






e a beleza...

da literatura...


da música...




do circo...


do teatro... 




e das artes plásticas.





Os participantes compartilharam saberes...




...e fazeres.





Poetas...
















namorados...


idosos...




crianças...


leram...






escreveram e lançaram livros...




fantasiaram...


brincaram...



cantaram...





dançaram...
































jogaram...















desfilaram...



pela cidade....



toda enfeitada!



Ano que vem tem mais! Palavra do Anjo Malaquias! (*)


(*) Personagem de um poema de Mario Quintana.

Créditos das fotos: Kaká Cabral, Mario Guimarães, Nica Bomfim, Solange Noronha.
Banners da primeira e da penúltima foto: Arte de Pierry Vicentini.




RELATÓRIO FLIM 2013


Apresentação

A FLIM - Festa Literária de Santa Maria Madalena é realizada anualmente no mês de agosto. Desde a primeira edição, em 2010, é uma iniciativa da sociedade civil, em parceria com o poder público e empresas. A missão da FLIM é contribuir para o progresso da educação e da cultura em Santa Maria Madalena e região e para a dinamização da economia do município, através do estímulo ao turismo cultural. 

A FLIM consiste num conjunto de atividades culturais – shows musicais, teatro, artes circenses, lançamento de livros, palestras, exposições e oficinas de artes e literatura – que se prolonga por todo um fim de semana, começando na sexta-feira à noite e acabando ao entardecer do domingo.

Este Relatório mostra os resultados da quarta edição da FLIM, de 23 a 25 de agosto de 2013, que homenageou o poeta gaúcho Mario Quintana, uma das glórias da literatura brasileira. Os resultados obtidos atenderam aos objetivos traçados no início do ano para esta edição: aumentar a qualidade e a diversidade do conteúdo cultural oferecido pela FLIM e a participação de madalenenses e visitantes. Em sua quarta edição, ficou evidente que a Festa Literária de Santa Maria Madalena já se firmou no calendário de eventos do município e da região.

Agradecemos aos patrocinadores, apoiadores, amigos e parceiros, dentro e fora de Santa Maria Madalena. O esforço conjunto dessas pessoas e instituições e dos cidadãos madalenenses garantiu o sucesso do evento. Parabéns a todos.


                                                  Santa Maria Madalena, 16 de setembro de 2013

                      Rogério Botelho – ACIAM (Ass. Ind., Com. e Agropecuária de S.M.Madalena)
                     Janaína Machado Santos Vahia – Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Cultura
                     Terezinha Costa – Biblioteca Juvenil do Dezessete
                                   

O público

Devido à natureza da festa, que é realizada simultaneamente em diferentes locais do centro histórico da cidade, sem controle de entrada, é difícil avaliar números de público. Apesar disso, estimamos que cerca de 3 mil a 4 mil pessoas passaram pelas diferentes atrações. Do total, cerca de 40% eram provenientes de outras cidades, dentre as quais foi possível identificar Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Macaé, Campos, Cantagalo, Cordeiro, Bom Jardim, Nova Friburgo e Trajano de Moraes.

Além da presença de turistas, que lotaram toda a rede hoteleira da cidade, houve intensa participação de estudantes da rede municipal de ensino. A Secretaria Municipal de Educação serviu mais de 1.500 refeições às crianças e jovens das escolas urbanas e rurais. Para facilitar a vinda dos alunos destas últimas, a Secretaria ofereceu o transporte – ajudando, assim, a cumprir UM dos principais objetivos da FLIM, que é a inclusão social através do acesso à cultura. .


O conteúdo

Apesar de uma decisão estratégica, tomada no início do ano, de limitar o crescimento do número de atividades na FLIM e focar no aumento da qualidade e da diversidade, o número de atrações continuou crescendo, devido ao interesse de produtores e agentes culturais em participar do evento. A primeira edição, em 2010, teve 20 atrações, a edição seguinte, em 2011, dobrou para 40 e a de 2012 subiu para 60. O objetivo em 2013 era não ultrapassar o total do ano anterior, mas, ao fim e ao cabo, foram oferecidas quase 80 atividades, incluindo as ações OFF FLIM. Em 2010, 90% das atrações eram locais (na maioria, produzidas pelas escolas municipais), enquanto em 2012 o percentual de atrações vindas de fora do município subiu para mais de 40%, percentual que se manteve em 2013.

O mais relevante, contudo, é que o objetivo de elevar a qualidade e a diversidade do conteúdo foi plenamente atingido. A IV FLIM apresentou, entre outras atrações, shows de música brasileira de excelente qualidade, com os grupos cariocas Cordão do Boitatá e Banda Mala & Cuia e o grupo de chorinho BJ Trio, da vizinha cidade de Bom Jardim. Três espetáculos teatrais foram apresentados por grupos de Petrópolis, São José das Três Ilhas (Belmiro Braga-MG) e da vizinha cidade do Carmo. E, por último, mas não menos importante, a palestra principal sobre o homenageado Mario Quintana foi proferida pelo escritor Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras.

A participação das escolas do município foi motivo de admiração dos visitantes e de orgulho para os madalenenses. Como já se tornou tradição, professores e alunos trabalham em sala de aula a obra do escritor homenageado e apresentam o resultado na FLIM. Para isso, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura adquire exemplares de livros do homenageado e os distribui para as escolas. Além disso, nos meses que antecederam o evento, a obra de Mario Quintana foi amplamente divulgada pela organização da FLIM nas redes sociais – de modo a aumentar o conhecimento sobre o poeta gaúcho na cidade.

O empenho, o  talento e a criatividade dos estudantes e de seus professores foram reconhecidos por todos os presentes. Todas as 19 escolas públicas da cidade apresentaram trabalhos na FLIM – desde as creches até a escola estadual de ensino médio.


Resultados econômicos

Sendo uma iniciativa liderada pela sociedade civil e largamente baseada em doações e trabalho voluntário, a FLIM não tem finalidade lucrativa. Assim, os ganhos econômicos aqui mencionados referem-se ao estímulo à economia do município, devido ao movimento gerado para o comércio e os serviços.

A rede hoteleira da cidade operou com 100% de sua capacidade e os restaurantes e bares do centro da cidade ficaram lotados. O movimento é considerado pelos hotéis e restaurantes maior que o da festa da padroeira da cidade e somente inferior ao do Carnaval. Isso confirma o potencial dos eventos culturais para estimular a economia do município.


Resultados educacionais e culturais

Apesar de serem de difícil mensuração, os resultados educacionais e culturais do evento são visíveis. A estratégia da FLIM de promover o diálogo cultural entre diferentes públicos e comunidades do município este ano foi ampliada com a realização de duas atividades “pré-FLIM” em uma comunidade rural (conhecida como “Dezessete”) e outra da periferia (um conjunto de casas populares). O objetivo foi estimular as famílias a levarem seus filhos à festa, exercitando seu protagonismo, independentemente da ação facilitadora do poder público ou de entidades da sociedade civil. O resultado foi animador. Casais moradores das duas comunidades foram vistos circulando pela festa, acompanhados dos filhos pequenos.

O estímulo ao intercâmbio cultural dos madalenenses com agentes culturais de outras cidades também se revelou muito produtivo. Este ano, graças a uma parceria com o SESI Cultural, do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) a população de Santa Maria Madalena, pela primeira vez em sua história, teve acesso a produtos culturais apoiados pelo SESI. No caso, o espetáculo teatral “Quintanares” e a banda de forró Mala & Cuia.

Outra parceria, com o Fórum Serrano de Cultura, integrado pelos Secretários de Cultura de 15 municípios da Região Serrana fluminense, permitiu trazer à FLIM um espetáculo musical de Bom Jardim, um espetáculo teatral de Carmo e uma banda de percussão de Cantagalo. Além disso, a Petrobrás (unidade Bacia de Campos) enviou seu Coral para se apresentar na abertura da FLIM, Todos os espetáculos encontraram grande receptividade do público.

Foram lançados nove livros na FLIM, sendo dois de autores madalenenses e o restante de autores do Rio de Janeiro e de cidades da região. Foram também realizadas duas rodas de leitura, três oficinas de produção literária, além de diversas contações de histórias para públicos de diferentes idades e oficinas de arte e xadrez.

Repercussão na mídia

A cobertura de imprensa em 2013 nada ficou a dever aos anos anteriores. A FLIM já entrou na pauta da mídia regional. Um levantamento parcial revela que foram publicadas matérias e notas em sites jornalísticos e culturais e na mídia convencional. Jornais como o Jornal de Sábado, de Cabo Frio, e O Debate, de Macaé, deram grande espaço ao noticiário sobre a FLIM. A InterTV, afiliada regional da Rede Globo de Televisão, deu boa cobertura antes e durante o evento.

É importante enfatizar que toda a mídia obtida foi espontânea, ou seja, trata-se de cobertura jornalística e não de publicidade paga. Isso representa um inestimável capital em termos de credibilidade para a FLIM e seus parceiros e apoiadores.

Este ano, utilizamos maciçamente a fan page da FLIM no Facebook, criada em 2012. A página no Facebook garantiu ampla divulgação do evento, associada ao blog oficial, ativo desde 2010, e que na edição deste ano ultrapassou a marca de 14 mil visualizações, 

Para mais detalhes sobre a cobertura de imprensa, favor ver o Apêndice deste documento.

O futuro

Tendo em vista o contínuo crescimento da FLIM, em tamanho, qualidade e visibilidade, o coletivo organizador vai fazer em 2014 nova revisão da estratégia do evento. Serão especificamente examinados os seguintes aspectos: necessidade de institucionalização da FLIM, para facilitar a captação de recursos financeiros públicos e privados; necessidade de aumentar a participação do empresariado local no financiamento e na organização do evento; mecanismos de estímulo à participação de voluntários na organização do evento; exame das relações de parceria da sociedade civil com o poder público e o empresariado.

A FLIM 2014 – V Festa Literária de Santa Maria Madalena está marcada para 29 a 31 de agosto de 2014.



Apêndice

A lista a seguir é uma amostra. Não representa toda a mídia espontânea obtida pela FLIM 2013.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cordão do Boitatá faz a festa de sábado à noite


Diretamente da Lapa para a Praça Frouthé! Muita animação com música de ótima qualidade para ouvir, dançar e cantar junto - é o que o grupo carioca Cordão do Boitatá promete para a FLIM na noite de sábado. O show vai ser na Praça Frouthé, às 22 horas. Venha descobrir por que é que, no carnaval, milhares de foliões seguem o Cordão do Boitatá pelas ruas do centro do Rio.


Formado por oito integrantes que se revezam em vários instrumentos, o Cordão do Boitatá é formado por  músicos jovens, bonitos e talentosos, que ajudaram a recuperar a vida noturna da Lapa, no Rio de Janeiro.  Eles tocam e cantam diversos gêneros musicais brasileiros, como frevo, samba, forró, choro, baião e marchinhas, dando-lhes, porém, um tratamento autoral e moderno. 

Poesia, vinho e violões

O restaurante Varanda da Serra vai ser palco, nesta sexta, às 23h, de um sarau com poetas, declamadores e músicos de Santa Maria Madalena, São Fidélis, São Sebastião do Alto, Conceição de Macabu, Rio de Janeiro e outras cidades. Todo mundo pode participar. O microfone ficará aberto para quem quiser dizer versos próprios ou alheios.
 No amplo e acolhedor espaço do restaurante, nos fundos de um dos mais antigos e bonitos casarões da cidade, o sarau da FLIM resgata e moderniza uma tradição que vem desde o século 19, quando as famílias da região promoviam encontros em suas residências para os convidados dizerem versos ou fazerem música.  No friozinho das noites madalenenses, a poesia combinada com as pizzas e caldos do Varanda da Serra é ótima pedida para aquecer o corpo e o coração. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Histórias e música, um show à parte

Eurídice Hespanhol e as crianças
As duas são grandes contadoras de histórias, cada uma em seu estilo. Eurídice Hespanhol (esq.), professora e poeta, vai contar histórias para crianças na FLIM, no sábado 24/08, de 11h às 12h, no coreto da praça. E à tarde, no restaurante Varanda da Serra, vai fazer uma oficina de poesia para a galera jovem, usando letras de música de Renato Russo e outros autores.

Já Rosana Almeida, na edição deste ano traz sua arte para os mais velhos: no asilo, vai contar histórias animadas por antigos sambas e marchinhas carnavalescas, que ajudam os vovôs e vovós a refrescar a memória cansada. Vai ser no sábado 24, às 10h. Todo mundo pode ir, o asilo fica num lugar lindo e o pessoal lá adora receber visitantes!

À tarde, Rosana vai levar outras histórias musicadas para os senhores e senhoras da terceira idade que gostam de dançar. Vai ser no salão da Pousada Kentinha, às 15h. Os “menores de idade” também são bem-vindos!

Comendo com arte


O restaurante Massa di Casa, o mais tradicional de Santa Maria Madalena, especializado em pratos italianos feitos com massas caseiras, vai abrigar em suas paredes os paineis em mosaico do artista plástico Ronaldo Branco. Ronaldo mantém um ateliê em Nova Friburgo, onde promove oficinais de criação de peças em mosaico. É um trabalho que ele chama de Arte Musiva. Quem quiser saber mais é só aparecer durante a FLIM no restaurante Massa di Casa.

Enquanto isso, no restaurante Manah, conhecido pela saborosa comida caseira e comandado pela simpática Silvia, o pintor madalenense Isac Melo também vai expor suas telas.

domingo, 18 de agosto de 2013

Uma noite com os quintanares

Não percam o espetáculo marcado para a sexta-feira, 23/08, às 22h, no Clube Montanhês. O ator Vagner Souza diz textos de Mario Quintana, enquanto contracena com imagens do poeta em fotos e vídeos. 

Quintanares estreou na cidade natal de Quintana, Alegrete - RS, em 2005.  Desde então vem cumprindo um roteiro pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, já se apresentou em diversas cidades, com apoio do Sistema Cultural Sesi. 

O título do espetáculo vem de um poema que outro grande poeta brasileiro, Manuel Bandeira, fez em homenagem ao 50º aniversário de Quintana, em 1966. Diz assim o Quintanares de Bandeira:

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quintessência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares.

E quer no pudor dos lares
Quer no horror dos lupanares
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço: não pares,
Quintana, nos teus cantares...

Perdão! digo quintanares.

(Manuel Bandeira)

Seguidores

A cidade

Encravada na Serra Fluminense, a 230 quilômetros do Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena mantém a arquitetura do tempo dos barões do café, em meio ao verde da Mata Atlântica. Sua combinação de beleza e simplicidade encanta os visitantes.


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Informações

culturaflim@gmail.com

Créditos

Projeto gráfico: AndersonGrafus
Foto da Pedra Dubois: Leandro Almeida